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Os seus vinhos teriam ficado muito famosos no tempo de Pedro Álvares Cabral por terem levado algumas barricas na expedição à descoberta do Brasil. Este seria o vinho, partilhado com os nativos, de que fala Pero Vaz de Caminha numa das suas cartas.
Segundo a tradição, o nome de Pêra-Manca deriva do topónimo "pedra manca" ou "pedra de balanço" - uma formação granítica de blocos arredondados, desequilibrados sobre rocha firme.
Estagiou em barricas de carvalho francês durante 18 meses e, posteriormente, em garrafa nas caves do Mosteiro da Cartuxa. Este emblemático vinho teve uma produção de apenas 44 mil garrafas.
De cor granada, seu aroma é intenso e complexo, com notas de ameixa seca e morango maduro. Revela ainda notas balsâmicas e picantes, assim como alcaçuz, esteva e folha de tabaco.
Na boca impressiona pela forte frescura, sendo elegante e muito concentrado. Pela elevada qualidade dos taninos e da madeira utilizada, são vinhos de grande longevidade, necessitando de algum tempo para revelar todo o seu potencial.
Harmoniza com carnes vermelhas, massas, carnes de caça e queijos.
